Monday, February 15, 2010

Carnaval e Sol todo 2010

Diante das fantasias do Carnaval, de todas as escolas de samba, só tenho a repetir os versos iniciais do poema que em outro Carnaval escrevi à visão da Mangueira ao amanhecer em sua glória de campeã (eu era bem uma fruta verde mas escrevi o poema para sempre), agora versos válidos para todas as visões das escolas na avenida, na tela, nos jornais e nas revistas, para todo o espetáculo este ano com livros na estante do carro alegórico, o trono do Quixote abrindo a festa e abrindo as páginas das notícias dos meus jornais matinais pela imaginação de uma União da Ilha e sua nova carnavalesca, Rosa Magalhães(trazendo ela livros para o luxo, pois livro é luxo até no cotidiano):

Aqui estou no centro
do planeta fictício
Onde não se fazem
canções do exílio.


Como bem disse Ruy Castro em sua última crônica na página 2 da Folha, não estou entre aqueles que amarram a cara, eu não amarro a cara para o Carnaval, apesar do Arnaldo Jabor detectar no espetáculo a presença do kitsch, em sua última crônica no Caderno 2 do Estadão. Joio e trigo esta seara, mas o espetáculo é mesmo o planeta fictício.

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